Só em março, oito operários morreram trabalhando em
obras na região.
A falta de fiscalização contribuem para os
acidentes de trabalho na construção. O diretor do Sindicato de Construtoras de
Campinas e região, Moacir Benvenutti Netto, admitiu que por causa do aumento no
número de acidentes, eles têm intensificado as fiscalizações e orientações nas
obras, principalmente nas de grande porte. "Eu acredito que pode ter
acontecido uma acomodação das construtoras referentes a segurança do trabalho
dentro dos canteiros das obras", explicou.
Do G1 Campinas e Região

A falta de segurança tem sido a razão de 80% das
autuações feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em obras na região
de Campinas (SP). Só no mês
passado, oito operários morreram enquanto trabalhavam. Em todos os casos foram
encontradas diversas irregularidades, inclusive em construções de grande porte.
Segundo João Batista Amancio, auditor fiscal do
MTE, uma fiscalização feita na obra de ampliação do Aeroporto de Viracopos
resultou em 44 autuações, sendo pelo menos 30 delas relacionadas à falta de
segurança do trabalhador. "Os prejuízos financeiros das empresas quando
atrasam obras são de tal monta que acabam fazendo que a segurança não seja
exigida como deveria", afirma Amancio.
Ainda segundo Amancio, muitas vezes as empresas
acabam sendo negligentes, independende de ter ou não os equipamentos de
segurança. Os valores das multas aplicadas são bem menores que aquelles que as
construtoras devem pagar em caso de atraso nas obras, lembra o auditor.
No início de mês passado, o trabalhador João
Batista Ribeiro morreu após cair do nono andar de um prédio em construção, em Hortolândia (SP). No
boletim de ocorrência consta que ele usava equipamentos de segurança. Mas
segundo a filha da vítima, Gislaine Ribeiro, não havia bandeijas de proteção e
nem o guarda-corpo no prédio, itens obrigatórios nas construções.
Falta fiscalização
A falta de fiscalização contribuem para os
acidentes de trabalho na construção. O diretor do Sindicato de Construtoras de
Campinas e região, Moacir Benvenutti Netto, admitiu que por causa do aumento no
número de acidentes, eles têm intensificado as fiscalizações e orientações nas
obras, principalmente nas de grande porte. "Eu acredito que pode ter
acontecido uma acomodação das construtoras referentes a segurança do trabalho
dentro dos canteiros das obras", explicou.
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