sábado, 24 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA 2011-SEÇÃO SINDICAL NO MTE.

Nova seção Sindical do MTE toma posse.
11 de maio é dia de luta.
SERVIDORES DO MTE PRESSIONAM ENTIDADES NACIONAIS POR ENCONTRO NACIONAL.

ASSEMBLEIA DOS SERVIDORES DO  MTE.

Governo manterá corte de R$ 50 bi no Orçamento.

Marcha de servidores públicos reúne 6 mil na Esplanada dos Ministérios.

05 DE JULHO É DIA DE PARALISAÇÃO.

ENCONTRO NACIONAL UNIFICADO 2011: CONVOCATÓRIA.

ASSEMBLEIA DOS SERVIDORES DO MTE.

Servidores do MTE aprovam participação na vigília do dia 26/07.

Governo quer retaliar servidores públicos federais em greve.

Encontro Nacional aprova a luta pelas 30 horas.

Agência Câmara promove bate-papo sobre previdência complementar de servidor.

Mais enrolação ao servidor.


AJUSTES: Governo Dilma Rousseff planeja congelar gastos e despesas previstas para 2012.

Paralisação dia 15/08.

Seção Sindical: 3 meses de muita luta.

Governo apresenta uma proposta de arrocho.

Ministério do Trabalho vira balcão do PDT.

Mais denúncias de corrupção no MTE.

Denúncias de corrupção no MTE: Seção Sindical convoca Assembleia Geral.

Servidores do MTE aprovam a saída de Carlos Lupi.

http://secaosindicalmte.blogspot.com/2011/12/servidores-do-mte-aprovam-saida-de.html



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Servidores do MTE aprovam a saída de Carlos Lupi.

Os servidores da sede do Ministério do Trabalho e Emprego aprovaram, em assembleia geral, a saída de Carlos Lupi e a realização de um ato.Indignados com a situação de corrupção e o descaso com os servidores do órgão os trabalhadores avaliaram como insustentável a permanência do Ministro no cargo. A cada semana surgem novas denúncias e até a comissão de ética da Presidência pediu a sua exoneração. Mas o governo continua sustentando a permanência de Lupi à frente do MTE.
Convidamos todos os servidores e a população a se somarem nessa luta contra a corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego. Em breve divulgaremos mais detalhes sobre o ato.

Ponto Eletrônico- Um ponto bastante discutido na assembleia foi o ponto eletrônico que na avaliação dos presentes é pouco flexível, com as possibilidades de problemas que o servidor pode ter no decorrer do dia (trânsito, consultas etc..). O ponto eletrônico é mais uma exigência aos servidores sem a contra partida necessária por parte do governo.
Aprovou-se fazer um levantamento de todos os problemas decorrentes do ponto e a realização de uma reunião com o Coordenador Geral de RH.

Encontro Nacional- Como parte da articulação nacional dos servidores, tão necessária nesse momento de crise, foi aprovada a proposta de organizarmos em conjunto com os estados um encontro nacional da categoria.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Denúncias de corrupção no MTE: Seção Sindical convoca Assembleia Geral.

As recentes denúncias de corrupção que atingem o Ministério do Trabalho e Emprego demonstram o que os servidores públicos do órgão já alertavam há tempos: o MTE está entregue a verdadeiras raposas, com graves problemas estruturais e a sem devida valorização dos servidores.
Os servidores do MTE exigem respeito dos dirigentes desse órgão e os partidos que já o dirigiram, cada um em sua vez, que transformaram as estruturas do Ministério em mero cabide de emprego e fonte de privilégios, atribuindo somente aos seus correligionários os chamados Cargos de Confiança e as funções de suma importância como o Controle e a fiscalização de convênios.
Para piorar nos depararmos com uma declaração do Ministro LUPI alegando "não poder impedir que alguém do vigésimo escalão, na ponta, tenha feito alguma coisa errada". Um absurdo que tenta tirar a sua responsabilidade jogando a culpa nas costas dos servidores, esses que já se encontram no limite do insuportável com ponto eletrônico, salário praticamente congelado, assédio moral," avaliação de desempenho" e sofrendo com o descaso do Governo Federal. Lupi se esqueceu de dizer que não tem um servidor de carreira envolvido nas recentes denuncias.
Mais uma crise no governo Dilma demonstra que a sua faxina é uma mentira; que fez vistas grossas diante de tantas denúncias, prevalecendo mais uma vez o toma lá da cá e os interesses escusos da sua base aliada. Em troca de votos da base do PDT o governo resolveu preservar o Ministro Lupi no cargo o que só prolonga o problema.
Diante dessa crise política a seção sindical no MTE - Sede convoca os servidores para Assembléia geral Ordinária dia 30 de Novembro às12h30min para tratar dos seguintes assuntos:
1- Crise no MTE
2- Encontro Nacional
3- Ponto Eletrônico
4- Fusão do MTE/Previdência
5- Encaminhamentos

A participação de todos é muito importante!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Além do avião: Lupi jantou na casa do dono de ONGs.


Além de providenciar o avião que transportou Carlos Lupi em viagem ao Maranhão, o dono de ONGs Adair Meira ofereceu um jantar para o ministro em Goiânia.
“Ele esteve na minha casa. Jantou na minha casa comigo, meus filhos e lideranças do PDT. Eu fui o garçom”, disse Adair ao repórter Jailton de Carvalho.
Na semana passada, ao explicar-se na Câmara, Lupi dissera que não tinha “relações” com Adair (no círculo da foto), não voara em “avião pessoal” dele e não sabia “onde ele mora.”
Nesta quinta (17), em depoimento no Senado, Lupi viu-se compelido a se desdizer. Conhece Adair, voou no King Air providenciado por ele e encontrou-o num jantar.
Chamado de “mentiroso”, Lupi recusou o rótulo. Preferiu impingir a si mesmo a pecha de desmemoriado. “Não tenho memoria absoluta”, disse.
Mais contido que o usual, Lupi parecia trazer dentro da boca não a língua solta de sempre, mas uma fita métrica.
Ao reconhecer que jantara com Adair, o ainda ministro absteve-se de dizer que o repasto ocorreu na casa de seu ex-desconhecido.
Expressou-se assim: “Depois da denúncia, comecei a checar tudo. Tive agenda com ele em Goiás. Fui num jantar em Goiânia e o Adair estava lá.”
A mesa foi servida no início de 2010, meses depois de Lupi ter voado nas asas  providenciadas pelo dono de ONGs que obteve convênios milionários no ministério.
Adair cedeu a casa que mantém na capital goiana a pedido da deputada Flávia Moraes (PDT-GO).
“A deputada não tinha casa em Goiânia e me pediu para eu fazer o jantar. Fiz. Foi um lobby meu. Um lobby legítimo”, conta o gestor de ONGs.
Dessa vez, Lupi talvez não se anime a ter um novo lapso de memória.
Segundo Adair, o jantar foi registrado em fotos de seus familiares, da deputada Flavia e do verador de Goiânia Paulinho Graus (PDT).
Adair Meira falou também ao repórter Fabiano Costa. Nessaentrevista, jactou-se de ter proporcionado a Lupi a recuperação da memória:
Fui eu que provoquei a mudança no discurso ao dizer publicamente que ele estava sem memória e equivocado. Não estranhei a nova versão. Achei mais do que justa.”
Perguntou-se a Adair se acredita no lero-lero da amnésia. A resposta soou enigmática:
“É uma boa pergunta, mas não tenho como respondê-la. O ministro teve suas razões para dizer que não me conhece.”
Adair adjetivou a relação que mantinha com Lupi como “formal”.
Deu a entender que veio aos holofotes para proteger a reputação de suas ONGs, às quais a Controladoria-Geral da União atribui fraudes e desvios de verbas:
“A declaração do ministro nos levou para o limbo. Fomos atingidos institucionalmente. Foi por esse motivo que reagi. Olha o estrago que o Lupi provocou.”
Adair foi instado pelo repórter a relatar as circunstâncias que o levaram a providenciar o avião que levou para os ares o que restava da reputação de Lupi.
Contou: “Sou uma pessoa com amplas relações no setor aéreo…”
“…Quando o Ezequiel [Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego] me pediu ajuda para alugar um avião, liguei para um empresário amigo meu e falei:…”
“…‘Você tem uma aeronave disponível? Então, vai te ligar uma pessoa para combinar roteiros.’…”
“…Na sequência, Ezequiel ligou para ele. A partir deste momento, só fui procurado pelo ex-secretário quando ele me convidou para ir junto para Grajaú, sua cidade natal.”
Adair mantém a versão de que não foi chamado a levar a mão ao bolso. No ultimo fim de semana, a assessoria de Lupi atribuíra as despesas ao PDT do maranhão.
O partido negou que a verba tenha saído de suas arcas. No Senado, o novo Lupi declarou que cabe ao ex-assessor Ezequiel explicar, não a ele.
Quem pagou?, eis a interrogação que continua boiando na atmosfera como um desafio à recém-recobrada memória de Carlos Lupi.
fonte:Blog do Josias.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Governo corre para aprovar previdência dos servidores

O governo escalou secretários e líderes para pressionar a Câmara dos Deputados a votar projeto de lei que cria fundo de previdência para servidores públicos.
Por essa estratégia, a aprovação na Casa precisa ocorrer antes do dia 18, quando, por tramitar em regime de urgência, o projeto trancará a pauta da casa. Ou seja, se não for votado, outros projetos não poderão ser apreciados.
A criação do fundo é necessária para que entre em vigor a principal inovação da reforma da Previdência de 2003: estender ao funcionalismo o teto das aposentadorias pagas pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), hoje de R$ 3.691,74 mensais.
Pelo texto constitucional, o fundo será oferecido aos servidores que desejem fazer contribuições para obter um benefício superior ao teto.
Enquanto negociam a aprovação, técnicos estudam os últimos detalhes do fundo, como a meta de rendimento de recursos aplicados.
Segundo a Folha apurou, o governo quer meta entre 4% ao ano e 5,5% ao ano, mais inflação --similar ao adotado por outros fundos.
Ontem, os secretários-executivos dos ministérios da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Previdência Social, Carlos Gabba, iniciaram a peregrinação justamente pela bancada do PT que, apesar de governista, tem ressalvas às mudanças, principalmente à gestão privada dos recursos, como quer o governo.
Segundo técnicos da Fazenda, o fundo chegará a ter 640 mil servidores quando o processo de migração for concluído. O projeto que cria o fundo foi enviado pelo Executivo em 2007 e, desde então, ficou praticamente estagnado na Câmara.
No início do ano, a presidente Dilma Rousseff elegeu a mudança como uma das prioridades da área econômica. Aprovado na Câmara, o texto segue para o Senado.

Fonte:FSP.

domingo, 9 de outubro de 2011

ProJovem gasta muito e forma muito pouco.

Lição perdida
agência o globo:Leila Suwwan
O Globo - 04/10/2011
Em seis anos, ProJovem Urbano formou 38% dos alunos; no campo, índice foi de 1%.
O ProJovem, programa federal de mais de R$3 bilhões para o resgate de jovens que estão fora da escola e desempregados, acumula em seis anos um histórico de fracasso e descontrole financeiro. Seu eixo principal, o ProJovem Urbano, custou R$1,6 bilhão em seis anos e diplomou 209 mil alunos, menos da metade (38%) dos participantes. O programa foi cancelado este ano, a coordenadora demitida, e 87% das prestações de contas já entregues não foram analisadas. Na sua versão para o campo, em quatro anos, só 1% dos 59 mil jovens matriculados foram diplomados. E o braço "Trabalhador" do programa é alvo de investigações de direcionamentos para ONGs.
Desde 2008, o ProJovem é dividido em quatro modalidades, geridos por órgãos diferentes, e tem como meta ajudar brasileiros de 15 a 29 anos a concluir o ensino fundamental e um curso profissionalizante, com bolsa de R$100 por mês. Segundo estudo recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um em cada quatro jovens nessa faixa etária é o público-alvo do programa. Só a vertente chamada de ProJovem Adolescente não oferece cursos e bolsas, apenas atividades socioeducativas para adolescentes em situação de risco social.
Frequência não era controlada
O ProJovem Urbano, comandado pela Secretaria Geral da Presidência, começou em 2005, foi reformulado em 2007 e congelado em 2011. Em 2012, será retomado pelo Ministério da Educação, com novas regras, mas pouco se sabe do destino das centenas de milhões de reais repassadas a estados e municípios. Considerando-se as 246 contas prestadas referentes a 2008 e 2009, 214 não foram analisadas pelo governo, segundo levantamento do GLOBO no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Esse descaso motivou advertência do Tribunal de Contas da União (TCU), que auditou o ProJovem.
Além disso, os auditores descobriram que não existia controle formal de frequência dos alunos no ProJovem Urbano, apesar de o comparecimento ser requisito para receber o auxílio mensal de R$100. Por outros mecanismos, descobriu-se que a presença de jovens nas salas de aulas variava de 1% a 10%, na amostra de 14 cidades fiscalizadas.

No pente-fino feito no convênio de 2005 no Rio de Janeiro, o descontrole foi flagrante. Seis anos após repassar R$53,6 milhões para o estado, a capital ainda estava inadimplente. Os dados foram enviados às pressas, mas não foram analisados, apesar das outras irregularidades encontradas. A verba foi repassada a 75 ONGs. A meta era formar 25,5 mil jovens na capital em cursos de 18 meses. Mas só 10% dos alunos estavam diplomados no fim do segundo ano.
R$138 milhões em cursos no campo
"A presença de alunos em sala de aula vai de 1% a 10% do total de alunos matriculados nos núcleos visitados", diz o relatório do TCU, citando o que foi constatado durante a aplicação de questionários qualitativos pelas universidades federais envolvidas no programa. Foram encontrados indícios de fraude em São Gonçalo, onde diversas folhas de frequência repetiam 100% de comparecimento. Em Olinda (PE), os dados no sistema de controle eram alterados. Foram constatados índices de evasão no ProJovem Urbano que chegavam 65% em Campo Grande (MS) e 72% em Curitiba (PR).
No ProJovem Campo, só 1% (795) dos cerca de 59 mil jovens cadastrados concluíram o curso, segundo o MEC; 16% desistiram e 40% aguardam pela formação de turmas para o curso, que dura dois anos. Apesar disso, o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) aponta que já foram gastos R$138,5 milhões com esse programa, o que cobre integralmente a formação de quase todos os cadastrados, num total de R$2,4 mil por aluno.
O gasto dessas verbas tem controle precário. Segundo pesquisa no FNDE, as prestações de contas de 2008 foram analisadas, com reprovação apenas para o estado do Rio de Janeiro. Mas para os repasses de 2009, quase todas as prestações ainda estão na gaveta, segundo pesquisa no FNDE.
Os números apresentados pelo governo para o ProJovem Trabalhador, que já gastou R$586 milhões desde 2008, mostram um caso de sucesso: 344 mil jovens diplomados, de um universo de 409 mil vagas oferecidas, com 37,6% dos formados inseridos no mercado de trabalho. Mas nenhuma análise de prestação de contas terminou e o Ministério do Trabalho não divulgou informações sobre irregularidades.
O ProJovem Trabalhador frequenta o noticiário sobre investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, geralmente por direcionamentos para ONGs e desvios. Em julho, o MP suspendeu R$1,5 milhão da Fundação Bioética, no Mato Grosso do Sul, após suspeita de direcionamento do contrato e falsa prestação de serviços. No Maranhão, promotores investigam a Fundação Gomes de Souza, suspeita de irregularidades, que recebeu R$13 milhões, sem licitação. Em São Paulo, cinco entidades levaram cerca de R$20 milhões, sem concurso.
Superfaturamento atinge o programa
Por amostragem em 14 municípios, o TCU achou no ProJovem Trabalhador os mais altos índices de superfaturamentos, chegando a cerca de 50% das despesas em São Gonçalo (RJ), Maranguape (CE) e Cascavel (PR).
No ProJovem Adolescente cerca de 50% dos jovens de 15 a 17 anos participam dos "coletivos" socioeducativos, que duram dois anos, segundo informação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que coordena o programa e já repassou cerca de R$900 mil desde 2008.
Mas o controle dos recursos foi considerado "precário" pelo TCU. Só este ano o ministério instalou um programa automatizado de monitoramento. O resultado foi o cancelamento de 1.195 turmas. Ainda assim, o ministério depende das informações passadas pelas cidades. Tampouco é informada sobre irregularidades que eram constatadas por autoridades estaduais.
Na prática, houve repasse de recursos em cidades onde "coletivos" não estavam funcionando: Sete Lagoas (MG), Fortaleza (CE), São Vicente (SP), São Gonçalo (RJ) e Goiânia (GO). A falta de acompanhamento sugere que situações semelhantes podem acontecer em várias outras localidades do país.

Revistas de Lupi encalham, e R$ 150 mil se perdem.

No depósito da antiga gráfica do Ministério do Trabalho, 686 caixas com 55.320 exemplares juntam poeira e assessor diz que não sabe explicar por quê.
MARTA SALOMON / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

No subsolo do anexo do bloco F da Esplanada dos Ministérios, 686 caixas juntam poeira na antiga gráfica do Ministério do Trabalho, fechada há dois anos. Nesse período, foram se acumulando ali "sobras" da Revista Trabalho, impressa em papel cuchê, ao custo estimado de R$ 2,70 por exemplar, numa gráfica privada. O tamanho do desperdício se aproxima de R$ 150 mil.
"Sinceramente, não sei como explicar isso", disse Max Monjardim, assessor especial do ministro Carlos Lupi, um dos integrantes da executiva nacional do PDT nomeados para o comando do Ministério do Trabalho. Monjardim assina a coordenação editorial do projeto. A revista é uma publicação trimestral.
Na véspera, Monjardim havia respondido que o ministério mantinha exemplares em número reduzido. "Apenas o suficiente para o arquivo ou demanda extra", informou a assessoria de imprensa, por orientação do assessor especial. Os exemplares não distribuídos representariam "cerca de 3%" da tiragem. Cada edição foi impressa ao custo de R$ 160,6 mil, segundo o ministério. Monjardim calculou que estariam no depósito 1.800 exemplares de cada uma das sete edições impressas na Gráfica e Editora Brasil.
O Estado fotografou o depósito com pilhas de caixas com exemplares da Revista Trabalho impressos desde 2009. O depósito, identificado com o aviso "gráfica fechada", é protegido por cadeado e foi aberto por um funcionário. As contas do ministério e da reportagem se desencontravam.
Ontem, Monjardim mandou um funcionário contar o material logo cedo. O funcionário listou 686 caixas, contendo 55.320 exemplares de sete edições diferentes. Há no depósito 42.420 revistas a mais do que a "reserva técnica" necessária. O menor encalhe é de 5.500 exemplares, do número 8 da publicação. O número anterior registrou o maior encalhe: 10.200 exemplares.
Com os números à mão, Monjardim não soube explicar a cena registrada no depósito localizado no subsolo do Ministério do Trabalho. "Vou sentar com os Correios (estatal responsável pela distribuição das revistas) para tentar entender o que aconteceu", disse.
Mapa.
O mapa da distribuição mostra que a maior parte das edições se destina às secretarias regionais do trabalho nos Estados. Também recebem exemplares os governadores, os 594 deputados e senadores e todos os prefeitos do País. O documento aponta uma sobra de 8.700 exemplares para uma edição de 60 mil. Um dos números da revista teve edição ampliada para 70 mil exemplares. "Não me lembro de ter autorizado isso", disse Monjardim.
A edição que acumula a maior sobra dedica sete páginas às oportunidades de emprego criadas pelas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Com o texto principal intitulado Um rio de oportunidades, começou a circular logo depois do quebra-quebra nos canteiros de obras de Jirau, que levou a Força Nacional de Segurança ao local, por conflitos trabalhistas.
São fartas, ao longo das edições, as imagens do ministro Carlos Lupi. Na edição de número 9, que circulou no início de 2011, Lupi aparece na região serrana do Rio de Janeiro, sua base eleitoral. "Ministro Lupi dedicou boa parte de sua agenda em fevereiro em apoio às vítimas de uma das maiores tragédias naturais do País", informa a revista com destaque na sessão Agenda do Ministro.

domingo, 25 de setembro de 2011

Dilma começa, mas não termina faxina em ministérios.


Limpeza ocorreu só na cúpula dos Transportes e no Dnit; Valec está sob comando interino e demissões na Conab ficaram na promessa

 O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Mesmo com o respaldo da população - que deu manifestações de apoio nos atos públicos de 7 de Setembro, em Brasília, e na semana passada, no Rio -, a presidente Dilma Rousseff fez uma faxina incompleta nos setores do governo envolvidos em corrupção, irregularidades e mau uso do dinheiro público (veja gráfico ao final deste exto). A limpeza só ocorreu na cúpula do Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Veja também: link RELEMBRE: Quem caiu com a faxina nos Transportes
E-ministro Alfredo Nascimento foi um dos demitidos nos Transportes - Ed Ferreira/AE - 30.08.2011
Ed Ferreira/AE - 30.08.2011
E-ministro Alfredo Nascimento foi um dos demitidos nos Transportes
Na Valec, a estatal responsável pela construção das grandes ferrovias previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a Norte-Sul e a Oeste-Leste, foi afastado só o presidente José Francisco das Neves, o Juquinha. Ele saiu no rastro do escândalo que abalou o Ministério dos Transportes, no início de julho. Investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram desvios de R$ 279,7 milhões na Valec.
Juquinha foi substituído interinamente por Felipe Sanchez da Costa, diretor da Valec, mas, segundo informações de dentro da estatal, quem manda de fato na empresa é Luiz Carlos Oliveira Machado, diretor de Engenharia, um protegido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A Ferrovia Norte-Sul, uma das principais obras da Valec, foi iniciada no governo Sarney (1985-1990) e nasceu envolvida em escândalos. Na época, descobriu-se que a licitação havia sido dirigida e os vencedores já eram conhecidos havia meses.
Acampado. Como se considera o pai da Ferrovia Norte-Sul, o presidente do Senado nunca desencarnou dela. Em 1989, ainda presidente da República, Sarney fez uma visita ao canteiro de obras da Norte-Sul de Açailândia (550 km ao sul de São Luís). Vivia um momento difícil e enfrentava uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava corrupção em seu governo. Prometeu que, nos governos subsequentes, acamparia nos trilhos até que a ferrovia fosse concluída.
Sarney não precisou fazer nada disso. Mudou seu domicílio eleitoral para o Amapá e voltou ao Congresso. Em 2002, aliou-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outrora um adversário da Norte-Sul, e defensor dela depois de assumir o mandato. Para não correr riscos, Sarney passou a influir na indicação dos diretores da Valec. A obra está atrasada, como ocorre com todas as de tamanha grandeza e valor - seus custos já estão em mais de R$ 5 bilhões. Mas deverá ser inaugurada integralmente durante o governo de Dilma Rousseff.
Na quinta-feira, a Subcomissão das Obras do PAC da Câmara esteve em Palmas e Gurupi (TO), para visitar dois trechos da Ferrovia Norte-Sul, onde teria havido desvios de R$ 84 milhões, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU). “É uma coisa complicada, porque 85% dos serviços já foram feitos. Desmanchar não dá. Temos é de ver se conseguimos reduzir os preços”, afirmou o presidente da subcomissão, deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), que comandou a visita dos parlamentares.
Só promessas. Na limpeza prometida por Dilma, um dos alvos foi a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Trata-se de um órgão com orçamento de investimentos anuais de R$ 2,9 bilhões, presente em todos os Estados brasileiros, fundamental para a formação de estoques reguladores de alimentos. É também uma das estatais mais loteadas pelos partidos da base. Foi dividida entre PTB, PMDB e PT. É lá também que deputados e senadores costumam pôr alguns de seus filhos e netos.
Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-comeca-mas-nao-termina-faxina-em-ministerios-,777035,0.htm

Ministério do Trabalho vira balcão do PDT


Todos são filiados ao PDT, o que pesou, sim, para suas nomeações", disse o ministro ao Estado, confirmando a lista de correligionários que nomeou. "Reitero que todos os seus cargos são de livre provimento", completou. No jargão burocrático, isso significa que Lupi considera caber a ele preencher os cargos da forma que entender melhor.
Veja também:
Panella e Lupi são amigos há 25 anos, segundo o próprio ministro. Os dois chegaram a ser sócios no Rio de Janeiro, no Auto Posto São Domingos e São Paulo, mas a falta de alvarás não permitiu o funcionamento do negócio.
Sucessor de Leonel Brizola na presidência do PDT, Lupi chegou ao bloco F da Esplanada dos Ministérios em 2007, após perder a disputa para governar o Rio e ter apoiado a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele tirou licença do comando do PDT para assumir o ministério, mas continuou mandando na legenda, numa confusão de fronteiras entre o cargo no governo e a militância partidária.
Loteamento
O critério político-partidário pesou na escolha de alguns dos principais cargos do ministério. Além de Lupi, o secretário executivo da pasta, Paulo Roberto Santos Pinto, também é integrante da Executiva Nacional. Da mesma forma, comandam o partido quatro assessores diretos do ministro: o secretário de Políticas para o Emprego, Carlo Roberto Simi, e a diretora de Qualificação, Ana Paula da Silva.
Completam a lista dois coordenadores-gerais: o responsável por Estudos, Anderson Brito Pereira, e Rafael Oliveira Galvão, que cuida de empreendedorismo juvenil. A Fundacentro, instituição de pesquisa sobre segurança do Trabalho, vinculada ao ministério, também é comandada por um membro da Executiva do PDT, Eduardo de Azeredo Costa. Neste ano, a Fundacentro recebeu R$ 45,7 milhões.
O Estado apurou que Panella tinha ascendência sobre os demais pedetistas. A maioria dos secretários ia ao seu gabinete despachar. Isso significa que a proximidade com Lupi se impunha à hierarquia do ministério.
Fonte:

sábado, 10 de setembro de 2011

Subseção do Dieese vai analisar situação de todas as carreiras da base da Condsef contidas no PL 2203/11 que está na Câmara.

A Condsef foi nesta quarta-feira ao Ministério do Planejamento cobrar as tabelas salariais de mais de doze categorias que o secretário de Recursos Humanos, Duvanier Paiva, havia se comprometido a entregar formalmente. Com surpresa, a entidade confirmou a informação de que está no site da Câmara dos Deputados o projeto de lei (PL) 2203/11 (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=518561ao final do texto, clique em ‘Inteiro teor’ para conferir) que traz tabelas com valores de pontos de gratificação de desempenho de setores da base da Condsef. Desde as 17 horas a Condsef buscou as tabelas prometidas pela Secretaria de Recursos Humanos (SRH). Mas a informação é de que eles só poderiam entregá-las na sexta, 2. De posse do conteúdo do PL obtido no site da Câmara, com mais de 260 páginas, a Condsef encomendou estudo técnico detalhado a sua subseção do Dieese de todas as tabelas dos setores da base da entidade. O objetivo é levantar possíveis incorreções entre o que foi negociado e o que foi encaminhado ao Congresso. Na segunda-feira a Condsef vai ao Planejamento com as análises em busca de esclarecimentos.

Para a Condsef, não há espaço para incoerências dentro de um processo doloroso de negociação que envolveu uma série de dificuldades e imposições por parte do governo. Alegando dificuldades diante do cenário de crise, o governo declarou que chegou ao seu limite para o orçamento de 2012. Mas a luta dos setores da base da Condsef em busca do atendimento de suas demandas recomeça com a continuidade do processo de negociações que está assegurada. A entidade vai buscar agenda de negociações para continuar tratando questões como reajuste no auxílio-alimentação. Como a concessão de benefícios não está atrelada ao plano orçamentário anual, a Condsef vai pressionar o governo em busca da concessão emergencial de um percentual de reajuste ainda este ano. Uma próxima parcela será buscada para fevereiro de 2012.

Paralelo a esse processo, serão retomados os debates sobre construção de propostas que consolidem o atendimento de demandas dos diversos setores da base da Condsef. Todos buscam a reestruturação de carreiras e correção de distorções salariais graves que prejudicam milhares de trabalhadores do Executivo Federal.

Mobilização deve seguir forte – Todos os termos de acordo firmados e encaminhados ao Congresso Nacional ainda devem passar por uma série de etapas. Os parlamentares têm que votar as matérias que precisam ser sancionadas pela presidenta Dilma. O objetivo é assegurar a consolidação e evolução de todos os movimentos alcançados até aqui. A luta não para.  Mais do que nunca a participação da base se faz fundamental para votar e deliberar os próximos passos que serão dados em busca de investimento público que traga justiça ao setor e melhores serviços públicos para a população.

Fonte:CONDSEF.

Reajuste só para os magistrados.

O governo está negociando com o Judiciário a concessão de reajuste de 5,2% para a magistratura a ser concedido até o fim do ano. O subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que é o teto salarial do funcionalismo público, passaria de 26,7 mil para 28,1 mil. Segundo líderes do governo no Congresso, esse aumento está previsto na lei orçamentária deste ano, para o qual foram destinados R$ 156,7 milhões. A elevação do subsídio do ministro do STF reajusta automaticamente na mesma proporção a remuneração dos demais ministros de tribunais superiores, desembargadores e juízes de primeira instância. Quanto aos servidores, dois líderes do governo no Congresso afirmaram ao Correio que “é outra discussão”.
O vice-líder do governo na Câmara e coordenador da bancada do governo na Comissão Mista de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG), afirmou que, embora previsto no orçamento de 2011, o aumento não foi concedido ainda, porque os juízes estavam brigando por reajuste maior, de 14,79%, de acordo com o projeto enviado ao Congresso em 2010. Os servidores do Judiciário querem percentual bem mais alto, de 56%. Também há previsão de R$ 60,2 milhões para repassar os mesmos 5,2% aos membros do Ministério Público da União, os procuradores.
“Precisamos resolver, primeiro, o Orçamento de 2011. Já há recursos para os 5,2%. Por enquanto, não temos condições de atender os outros pedidos. Mas não dá para ficar todo ano sem dar nada”, ponderou o vice-líder. Com o agrado a magistrados e procuradores do MPU, o governo pretende diminuir a pressão por reajuste aos demais servidores dos dois órgãos, que custaria em torno de R$ 7,7 bilhões. Apesar de ter demonstrado disposição para negociar, o Palácio do Planalto não pretende conceder aumento em 2012 para a categoria.
Fonte:Blog do Servidor

        

domingo, 4 de setembro de 2011

Governo recua e cede aumento ao Judiciário após forte reação de Peluso.

O Judiciário conseguiu virar o jogo e incluir no Orçamento da União de 2012 os pedidos de reajustes salariais para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e para seus servidores. Ao divulgar, anteontem, a peça orçamentária, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, foi incisiva e disse que a pasta havia excluído as previsões no projeto encaminhado ao Congresso Nacional. “Não é adequado”, afirmou ela, na ocasião, em referência ao momento de ajuste fiscal. Mas a decisão causou tamanho mal-estar entre o Executivo e a mais alta Corte de Justiça que a presidente Dilma Rousseff precisou intervir. 


Ontem, Dilma mandou o ministro da Fazenda, que estava a caminho de São Paulo, cancelar o voo e ir para a Casa Civil. O comando foi para que o auxiliar desse um jeito de incluir a proposta do Judiciário no Orçamento e reverter a situação. No fim do dia, ao lado dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Miriam foi conversar com o presidente da Suprema Corte, Cezar Peluso, e garantiu que encaminhará ao Congresso, hoje, uma mensagem para que o Legislativo considere o reajuste salarial assim como havia sido apresentado pelo Judiciário. 



A mudança veio depois das críticas feitas por Peluso. Visivelmente contrariado, o presidente do STF disse não ter dúvida de que o Executivo revisaria a questão. “Parece que houve um pequeno equívoco que o Executivo vai retificar, sem dúvida. Nem precisava receber comunicação. É uma coisa óbvia. Houve um pequeno equívoco”, afirmou o ministro na tarde de ontem. 



A posição do governo, no entanto, foi tomada com bastante clareza. Na terça-feira, Peluso recebeu quatro ministros em seu gabinete. Na ocasião, ele foi comunicado de que o Orçamento de 2012 não contemplaria o aumento salarial de 14,79% para os ministros do STF e de 56% para os servidores da Casa. A proposta orçamentária, apresentada por Peluso no começo de agosto, prevê um salto de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil no salário dos magistrados da Suprema Corte. O impacto total dos reajustes é estimado em R$ 8 bilhões.

Equilíbrio
O ministro do STF Marco Aurélio Mello foi irônico quando questionado sobre a possibilidade de ter havido algum “equívoco” na preparação do Orçamento, como citou o colega Peluso. “De bem-intencionados, o Brasil está cheio. A quadra que vivenciamos é um tanto quanto estranha. Não se pode atropelar a Constituição”, respondeu. Ele observou que a Constituição não permite ao Executivo revisar o Orçamento apresentado pelo Judiciário.

Para o ministro, o corte não saiu do “âmbito técnico-burocrata”, mas da Presidência da República. “O ruim é que, frente ao leigo, que não percebe que, acima de tudo, devemos preservar a Constituição, a bandeira do Judiciário não é boa. Ao contrário, é capaz de acharem que nós somos perdulários. Não é isso. O que está em jogo não é pecúnia, não é dinheiro, não é gasto. O que está em jogo é o princípio que implica equilíbrio, que se faz ao mundo jurídico para que não haja supremacia de poderes que estão no mesmo patamar”, ressaltou Marco Aurélio.

Repúdio
O atropelo feito pelo Ministério do Planejamento também desagradou a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU (Fenajufe). Ramiro López, coordenador da entidade, observou que, embora seja reticente quanto ao assunto, o Executivo, via de regra, se comporta dentro da lei. “É um procedimento contrário à Constituição. Nossa posição é de repúdio. Não esperávamos essa atitude”, disse.

O bate-boca também envolveu os integrantes do Movimento Pró-Subsídio, que defendem uma mudança no modelo remuneratório do Judiciário. Para o analista judiciário Rodrigo Barros, integrante do grupo, o governo federal retrocedeu para evitar uma crise institucional. “Agora, temos a perspectiva de aprofundar os debates sobre um novo sistema de remuneração”, afirmou. A ideia é que, em vez de ter um reajuste linear de 56%, os servidores passem a receber por meio de subsídio — pagamento com um teto incluindo o vencimento básico e uma série de gratificações. Essa parcela só não englobaria valores indenizatórios, como auxílio-alimentação, auxílio-creche, vale-transporte e 13º salário.

Assim, funcionários mais antigos, que incorporaram gratificações (a última vantagem foi extinta em 1999), ficarão com os salários congelados se suas remunerações ultrapassarem o teto do subsídio. A possibilidade está prevista em uma emenda do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) ao Projeto de Lei nº 6.613/09, que está parado na Câmara e altera o plano de carreira dos servidores do Judiciário. O projeto original não altera o modelo de remuneração. Mas a emenda estabelece subsídio com teto de R$ 11,5 mil para os técnicos e de R$ 18,4 mil para os analistas.

A estimativa é de que, hoje, 60% dos 121,5 mil ativos do Poder sejam mais antigos na carreira e tenham gratificações incorporadas. Alguns mais antigos têm mais de 15 rubricas no contracheque, entre vencimento, gratificações e vantagens pessoais. Os outros 40% dos servidores, que ingressaram no funcionalismo sem esses benefícios, ganham proporcionalmente menos. As possíveis alterações, no entanto, são polêmicas. Entre os órgãos contrários está o próprio STF.

Correndo  por fora

Como o governo incluiu no Orçamento de 2012 correção salarial somente para metade dos servidores (ativos e inativos) do Executivo, algumas categorias correram, na última hora, para apresentar ao Congresso projetos de lei dentro do prazo final para entrar na Lei Orçamentária do ano que vem. Diante do impasse quanto ao aumento dos vencimentos dos juízes em cerca de 14,8%, que já tramita na Câmara, até o Supremo Tribunal Federal (STF) protocolou nova proposta, prevendo correção de 4,8% no vencimento de seus ministros. A Mesa da Câmara também quer alterar novamente o plano de cargos e salários para seus funcionários, estabelecendo aumento de até 108%. O Ministério Público da União (MPU) saiu na frente da turma do Judiciário e propôs o pagamento em forma de subsídio para seus servidores, prevendo um reajuste médio de 100%.



Fonte:CB

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Acordo do Arrocho.

Confira a minuta de acordo assinado pela CONDSEF para o PGPE, CPST e correlatas. 
http://www.condsef.org.br/portal3/images/stories/file/pgpe_pst_planos-correlatos_termo-acordo-10-2011_30-08-2011.pdf

Rendimento médio do trabalhador cai pelo 8º mês, aponta Dieese.


MAÍRA TEIXEIRA
O rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) caiu 0,5% no país em junho, chegando a R$ 1.356. Já o dos assalariados ficou em R$ 1.409. Esta é a oitava queda mensal consecutiva, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira (31).
Na análise por região metropolitana, o rendimento médio dos ocupados reduziu-se em três dos sete locais. A maior redução foi apurada em Belo Horizonte, com queda de 3%, para R$ 1.355. Porto Alegre e São Paulo também tiveram queda; de 0,8%, para R$ 1.402, e 0,5%, para R$ 1.460, respectivamente.
A remuneração média dos ocupados subiu em Fortaleza (1%, a R$ 902), Recife (1%, a R$ 986), Distrito Federal (0,8%, a R$ 1.941) e Salvador (0,5%, para R$ 1.052).
"A queda no rendimento médio coloca em dúvida toda a robustez econômica conquistada em 2010. Sazonalmente no segundo semestre a tendência é de alta do emprego e da remuneração, mas não podemos dizer o que vai acontecer neste ano", analisa Patrícia Costa, técnica do Dieese.
Segundo a técnica, como 2010 foi um ano atípico, de forte crescimento, este ano pode ser de ajuste. "Por isso não é possível prever ainda como será. Há uma insegurança que pode influenciar em investimentos dos setores e, consequentemente, nas contratações."
12 MESES
Entre junho de 2010 e junho de 2011, o rendimento médio real cresceu 0,5% para os ocupados, e 0,3% para os assalariados, segundo a pesquisa.
Regionalmente, no mesmo período, o rendimento teve retração em Belo Horizonte (7,4%), Salvador (6,7%), Distrito Federal (3,6%). Houve crescimento no rendimento dos ocupados em: Recife (7,5%), São Paulo (3,5%), Porto Alegre (1,4%), Fortaleza (1,1%).
Segundo a Seade e o Dieese, a população ocupada exclui os trabalhadores assalariados e os empregados domésticos que não tiveram remuneração no mês, além dos trabalhadores familiares sem remuneração e os trabalhadores que ganham exclusivamente em espécie ou benefício.
Fonte:FSP

Jaqueline com Orégano!

Regi

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais enrolação ao servidor.

Segundo informações da CONDSEF a Secretaria de Recursos Humanos afirmou que a proposta remuneratória esta mantida e que a partir da contraproposta alguns ajustes no texto devem ser efetuados. A SRH se comprometeu a apresentar a proposta com esses ajustes nesta sexta-feira.
Mais enrolação ao servidor.

Convite para a festa do Sindicato.

Os servidores que estiveram interessados em comemorar o aniversário do SINDSEP-DF no próximo dia 02/09 no Minas tênis Clube prestigiando o show de Geraldo Azevedo deverão pegar os convites com os representantes da seção sindical no MTE.


Executivo tem menos servidores que há 20 anos.

Afirmação é de economista do grupo Auditoria Cidadã da Dívida
23/08/11

Em 1991, o poder Executivo federal tinha 991.996 servidores ativos e, 20 anos depois (2010) esse número era de 970.605 servidores ativos. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 82% nessas duas décadas, o número de servidores regrediu. Se o funcionalismo crescesse na mesma proporção, o país deveria ter hoje 1.802.597 servidores ativos. O cálculo é do economista Rodrigo D’Ávila, que integra a coordenação do grupo Auditoria Cidadã da Dívida. Ele esteve em Santa Maria no sábado, 20, pela manhã, quando falou em palestra na SEDUFSM sobre o tema “Previdência Complementar”, juntamente com o assessor jurídico do sindicato, Heverton Padilha, do escritório Wagner Advogados Associados. A coordenação do evento foi do vice-presidente do sindicato docente, professor Julio Quevedo.

Para Rodrigo, esses números demonstram o conteúdo falacioso do discurso segundo o qual o funcionalismo é o responsável pelo excesso de gastos do governo e, que, o déficit da previdência é causado pelo grande número de aposentados. O furo da bala, conforme o economista está no déficit público, gerado pela aplicação de “juros sobre juros”.

Segundo dados levantados pelo ‘Auditoria Cidadã’, o governo Fernando Henrique, em seus oito anos de mandato, pagou R$ 2,079 trilhões em juros e amortizações da dívida. Enquanto isso, nos oito anos de governo Lula, os gastos mais que dobraram: R$ 4,763 trilhões. A dívida interna atual atingiu o patamar de R$ 2,5 trilhões, ressalta Rodrigo.

Infelizmente, argumenta o economista, os governos petistas, seja com Lula ou agora com Dilma, se negaram a cumprir um preceito que se encontra na Constituição de 1988, que é o de auditar a dívida brasileira. “Em 2000 foi realizado um plebiscito popular em que mais de seis milhões de pessoas votaram pela realização da auditoria. Contudo, apesar da popularidade com que se elegeu, Lula preferiu compor com as elites financeiras, escrevendo a ‘Carta aos Brasileiros’, através da qual resolveu deixar tudo como dantes”, comenta Rodrigo.

Questionado sobre o impacto de uma auditoria na dívida, apontados por alguns críticos de que poderia representar um “calote”, o economista considerou oportuna a pergunta. Segundo ele, houve episódio parecido, em 2007, no Equador. Na época, o governo fez uma auditoria da dívida, que havia sido contraída durante a ditadura militar (década de 1970), inclusive com juros flutuantes, o que seria ilegal. A avaliação, inclusive com documentos oficiais, comprovou que a dívida, em sua maior parte, já havia sido paga. A partir disso, o governo decidiu que só pagaria 30% do total da dívida e, que, aquelas entidades, instituições financeiras, que não concordassem, deveriam ingressar na justiça. Para surpresa geral, não houve contestação e foi aceito o termo de pagamento proposto pelo governo.

No Brasil, conforme a Auditoria Cidadã, a rediscussão da dívida não afetaria pequenos poupadores e mesmo empresas geradoras de emprego. Apesar das dificuldades em obter muitos dados, Rodrigo disse que foi possível fazer um mapa em relação aos componentes da dívida. Segundo ele, 55% da dívida têm como credores bancos nacionais e estrangeiros, 21% é de fundos de investimento, 16% é de fundos de pensão e 8% de empresas não-financeiras.

Previdência
O assessor jurídico Heverton Padilha abordou os detalhes mais técnicos sobre a implantação da previdência complementar, que se encontra em debate no Congresso Nacional, através do projeto de lei (PL 1992/07). Segundo o advogado, o conteúdo desse projeto, até mesmo pela resistência dos servidores, tem encontrado muita dificuldade em tramitar junto ao Legislativo. “Nem mesmo os parlamentares têm claro exatamente quais as alterações que desejam fazer no PL”, ressaltou Padilha.

Contudo, um aspecto que ficou claro tanto na fala de Padilha quanto na de Rodrigo D’ Ávila, é a necessidade de se ficar atento para que na regulamentação não aconteça como na experiência de outros países, em que os fundos de previdência, muitos deles associados a bancos, não acabem prevendo lucro máximo e risco mínimo para eles, enquanto o beneficiário da previdência complementar fica submetido aos interesses comerciais e sob risco de, em caso de crise, ficar apenas com o mico, como já aconteceu na história brasileira e, mesmo, em crises recentes de outros países.

Assessoria de Impr. Da SEDUFSM