quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Denúncias de corrupção no MTE: Seção Sindical convoca Assembleia Geral.

As recentes denúncias de corrupção que atingem o Ministério do Trabalho e Emprego demonstram o que os servidores públicos do órgão já alertavam há tempos: o MTE está entregue a verdadeiras raposas, com graves problemas estruturais e a sem devida valorização dos servidores.
Os servidores do MTE exigem respeito dos dirigentes desse órgão e os partidos que já o dirigiram, cada um em sua vez, que transformaram as estruturas do Ministério em mero cabide de emprego e fonte de privilégios, atribuindo somente aos seus correligionários os chamados Cargos de Confiança e as funções de suma importância como o Controle e a fiscalização de convênios.
Para piorar nos depararmos com uma declaração do Ministro LUPI alegando "não poder impedir que alguém do vigésimo escalão, na ponta, tenha feito alguma coisa errada". Um absurdo que tenta tirar a sua responsabilidade jogando a culpa nas costas dos servidores, esses que já se encontram no limite do insuportável com ponto eletrônico, salário praticamente congelado, assédio moral," avaliação de desempenho" e sofrendo com o descaso do Governo Federal. Lupi se esqueceu de dizer que não tem um servidor de carreira envolvido nas recentes denuncias.
Mais uma crise no governo Dilma demonstra que a sua faxina é uma mentira; que fez vistas grossas diante de tantas denúncias, prevalecendo mais uma vez o toma lá da cá e os interesses escusos da sua base aliada. Em troca de votos da base do PDT o governo resolveu preservar o Ministro Lupi no cargo o que só prolonga o problema.
Diante dessa crise política a seção sindical no MTE - Sede convoca os servidores para Assembléia geral Ordinária dia 30 de Novembro às12h30min para tratar dos seguintes assuntos:
1- Crise no MTE
2- Encontro Nacional
3- Ponto Eletrônico
4- Fusão do MTE/Previdência
5- Encaminhamentos

A participação de todos é muito importante!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Além do avião: Lupi jantou na casa do dono de ONGs.


Além de providenciar o avião que transportou Carlos Lupi em viagem ao Maranhão, o dono de ONGs Adair Meira ofereceu um jantar para o ministro em Goiânia.
“Ele esteve na minha casa. Jantou na minha casa comigo, meus filhos e lideranças do PDT. Eu fui o garçom”, disse Adair ao repórter Jailton de Carvalho.
Na semana passada, ao explicar-se na Câmara, Lupi dissera que não tinha “relações” com Adair (no círculo da foto), não voara em “avião pessoal” dele e não sabia “onde ele mora.”
Nesta quinta (17), em depoimento no Senado, Lupi viu-se compelido a se desdizer. Conhece Adair, voou no King Air providenciado por ele e encontrou-o num jantar.
Chamado de “mentiroso”, Lupi recusou o rótulo. Preferiu impingir a si mesmo a pecha de desmemoriado. “Não tenho memoria absoluta”, disse.
Mais contido que o usual, Lupi parecia trazer dentro da boca não a língua solta de sempre, mas uma fita métrica.
Ao reconhecer que jantara com Adair, o ainda ministro absteve-se de dizer que o repasto ocorreu na casa de seu ex-desconhecido.
Expressou-se assim: “Depois da denúncia, comecei a checar tudo. Tive agenda com ele em Goiás. Fui num jantar em Goiânia e o Adair estava lá.”
A mesa foi servida no início de 2010, meses depois de Lupi ter voado nas asas  providenciadas pelo dono de ONGs que obteve convênios milionários no ministério.
Adair cedeu a casa que mantém na capital goiana a pedido da deputada Flávia Moraes (PDT-GO).
“A deputada não tinha casa em Goiânia e me pediu para eu fazer o jantar. Fiz. Foi um lobby meu. Um lobby legítimo”, conta o gestor de ONGs.
Dessa vez, Lupi talvez não se anime a ter um novo lapso de memória.
Segundo Adair, o jantar foi registrado em fotos de seus familiares, da deputada Flavia e do verador de Goiânia Paulinho Graus (PDT).
Adair Meira falou também ao repórter Fabiano Costa. Nessaentrevista, jactou-se de ter proporcionado a Lupi a recuperação da memória:
Fui eu que provoquei a mudança no discurso ao dizer publicamente que ele estava sem memória e equivocado. Não estranhei a nova versão. Achei mais do que justa.”
Perguntou-se a Adair se acredita no lero-lero da amnésia. A resposta soou enigmática:
“É uma boa pergunta, mas não tenho como respondê-la. O ministro teve suas razões para dizer que não me conhece.”
Adair adjetivou a relação que mantinha com Lupi como “formal”.
Deu a entender que veio aos holofotes para proteger a reputação de suas ONGs, às quais a Controladoria-Geral da União atribui fraudes e desvios de verbas:
“A declaração do ministro nos levou para o limbo. Fomos atingidos institucionalmente. Foi por esse motivo que reagi. Olha o estrago que o Lupi provocou.”
Adair foi instado pelo repórter a relatar as circunstâncias que o levaram a providenciar o avião que levou para os ares o que restava da reputação de Lupi.
Contou: “Sou uma pessoa com amplas relações no setor aéreo…”
“…Quando o Ezequiel [Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego] me pediu ajuda para alugar um avião, liguei para um empresário amigo meu e falei:…”
“…‘Você tem uma aeronave disponível? Então, vai te ligar uma pessoa para combinar roteiros.’…”
“…Na sequência, Ezequiel ligou para ele. A partir deste momento, só fui procurado pelo ex-secretário quando ele me convidou para ir junto para Grajaú, sua cidade natal.”
Adair mantém a versão de que não foi chamado a levar a mão ao bolso. No ultimo fim de semana, a assessoria de Lupi atribuíra as despesas ao PDT do maranhão.
O partido negou que a verba tenha saído de suas arcas. No Senado, o novo Lupi declarou que cabe ao ex-assessor Ezequiel explicar, não a ele.
Quem pagou?, eis a interrogação que continua boiando na atmosfera como um desafio à recém-recobrada memória de Carlos Lupi.
fonte:Blog do Josias.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Governo corre para aprovar previdência dos servidores

O governo escalou secretários e líderes para pressionar a Câmara dos Deputados a votar projeto de lei que cria fundo de previdência para servidores públicos.
Por essa estratégia, a aprovação na Casa precisa ocorrer antes do dia 18, quando, por tramitar em regime de urgência, o projeto trancará a pauta da casa. Ou seja, se não for votado, outros projetos não poderão ser apreciados.
A criação do fundo é necessária para que entre em vigor a principal inovação da reforma da Previdência de 2003: estender ao funcionalismo o teto das aposentadorias pagas pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), hoje de R$ 3.691,74 mensais.
Pelo texto constitucional, o fundo será oferecido aos servidores que desejem fazer contribuições para obter um benefício superior ao teto.
Enquanto negociam a aprovação, técnicos estudam os últimos detalhes do fundo, como a meta de rendimento de recursos aplicados.
Segundo a Folha apurou, o governo quer meta entre 4% ao ano e 5,5% ao ano, mais inflação --similar ao adotado por outros fundos.
Ontem, os secretários-executivos dos ministérios da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Previdência Social, Carlos Gabba, iniciaram a peregrinação justamente pela bancada do PT que, apesar de governista, tem ressalvas às mudanças, principalmente à gestão privada dos recursos, como quer o governo.
Segundo técnicos da Fazenda, o fundo chegará a ter 640 mil servidores quando o processo de migração for concluído. O projeto que cria o fundo foi enviado pelo Executivo em 2007 e, desde então, ficou praticamente estagnado na Câmara.
No início do ano, a presidente Dilma Rousseff elegeu a mudança como uma das prioridades da área econômica. Aprovado na Câmara, o texto segue para o Senado.

Fonte:FSP.