Fonte: Diário da Serra
A Agência
do Ministério do Trabalho e Emprego em Tangará da Serra está há quatro meses
funcionando com apenas um servidor público. A agência é responsável pelo
atendimento aos trabalhadores de Tangará da Serra e dos municípios da região,
registrando diariamente atendimento de pessoas de Nova Olímpia, Arenápolis,
Nortelândia, Denise, Santo Afonso, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis,
Sapezal, Brasnorte, Juína, Aripuanã e Castanheira. Em média a agência faz 120
atendimentos diários.
“A média
é de 120 atendimentos pessoais e 100 atendimentos por telefone por dia. E agora
que a safra da cana está terminando nas cidades da região eu devo começar a
atender, nos próximos dias de 150 a 180 pessoas por dia”, explica o coordenador
e único funcionário da agência, Carlos Roberto Sbizera, ao contar que a outra
servidora que do MTE acabou deixando o cargo assim que foi aprovada em concurso
e convocada para trabalhar no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Segundo
Carlos Sbizera, há indicativos de que o segundo colocado no concurso do MTE
será convocado pelo órgão, mas isso até agora não aconteceu. Apesar disso,
Carlos afirma que apenas mais um servidor não irá resolver o problema.
“Fazem
quatro meses que eu estou sozinho. Nós estamos tentando chamar o segundo
colocado do concurso do Ministério do Trabalho, mas até hoje ele não foi
contratado. Na medida do possível eu atendo todo mundo. Tangará da Serra é uma
das agências que mais abrange os municípios de Mato Grosso, e na medida do
possível eu atendo todas as pessoas sem deixar ninguém a reclamar sobre o
atendimento, mas uma pessoa a mais não é suficiente. Eu gosto do que eu faço,
para colocar o atendimento em dia eu venho trabalhar até em final de semana e
não ganho hora extra, mas eu já estou em final de carreira, estou para
aposentar, então Tangará da Serra sem funcionários seria um caos para os
trabalhadores”, afirma.
Carlos
conta que já encaminhou ofícios a senadores e deputados informando o problema e
solicitando que a situação da agência do MTE em Tangará da Serra seja avaliada
pelos agentes políticos. “Estamos tentando para que Tangará tenha no mínimo
mais dois funcionários. Antigamente Tangará tinha mais servidores, mas uns vão
se aposentando e outros que entram passam em outros concursos, então é preciso
essa atenção”, conclui.
A
vendedora Eva Fermino, de 32 anos, conta que veio de Juína para dar a entrada
no Seguro Desemprego através da agência do Ministério do Trabalho e Emprego de
Tangará da Serra. “Lá em Juína não tem, então pra receber o seguro desemprego a
gente precisa vir até aqui. Eu não acho ruim, porque a gente acaba saindo um
pouco da rotina, mas se tivesse agência lá perto ia ser melhor”, diz.
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